06/12/2014

As dores são impercebíveis a olho nu: mãos ágeis traçando a insensível realidade. Percebo seu movimento em fechar o livro e olhar nos meus olhos, buscando alguma resposta plausível. Não há. Nunca houve momento em que eu pudesse te dizer a verdade. E você insiste em roubar de mim o pouco de sanidade que me restou nessas veias saltantes às 22:34 da noite. Não que seja algo muito importante. Nunca fui. Mas devo dizer que eu queria respostas. Quero. Não que eu queira desvendar algum mistério que seja coberto de poeira ou fechado em uma pasta em papel pardo. Não há coisa maior do que essa lua e essas coisas sem nexo - aparente -  que escrevo. Sempre fui vítima. Tirando todos os momentos em que não fui. Respondendo à sua mensagem desesperadora aquela noite: não, eu não faço a menor ideia do que se trata. Fui condenada a viver com o coração grande demais e sempre nas mãos: minhas loucuras não tem explicações vistas a olho nu. Pensei em me mudar. Lugar qualquer que não exista pensamento algum. Estarei lá, esperando notícias de um desconhecido qualquer. Espero que ele chegue alguma hora.

3 comentários:

V. Campos disse...

Só achei meio pouco pra oito anos de blog. risos

Mariana Gonçalves disse...

QUE ABSURDO

Mariana Gonçalves disse...

desculpa não ser o suficiente pra você

Schrödinger

 I was uneasy, worried, and tense. Waiting for a result is one of the cruelest things in life. Will it be a positive response? Or a negative...