15/03/2015

Hoje a saudade apertou. A cama se tornou sensivelmente mais confortável e tornou-se moralmente aceitável passar o dia inteiro nela. A saudade pediu pra que eu escrevesse isso aqui pra você. Ela dita, eu escrevo, você lê. Assim simples.
A saudade mandou te lembrar que eu não te amo. "Tem coração, moça?" "Tenho não, vou ficar te devendo". E agora é devo sim, pago quando pu-nunca.
A saudade mandou avisar que, apesar de tudo, nós não vamos te procurar. Você não vai ver meu rosto por entre esses bares, nessas ruas tortas e sujas dessa nossa cidade. Não haverá mais casa secreta pra gente lembrar porque lembrança não vai existir mais também. Peço que esqueça. E não to dizendo pra parar de lembrar. É pra esquecer mesmo. É pra apagar tudo que passamos como se nunca tivesse acontecido. Se tem como? Há de ter. E você há de apagar.
Eu apaguei já. Te apaguei e tudo o mais, sabe? Mas a saudade... hm... essa insiste em lembrar.

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Schrödinger

 I was uneasy, worried, and tense. Waiting for a result is one of the cruelest things in life. Will it be a positive response? Or a negative...