Estou louca. Mas não estamos todos, numa segunda-feira, às 00:29? Gosto de acreditar que sim. E fizemos coisas que não nos orgulhamos. E temos orgulhos dos nossos dentes. Pretos. Que não mostramos. E temos orgulhos dos nossos segredos: revestimos simples acontecimentos em ouro e guardamos em cofres. Ninguém quer saber. Não ligo.
Ganhei um vinho. Tomei. Demais. Sozinha.
Guardo informações que não deveria: é medo. Medo do fracasso. Medo de ser motivo de canção. De zombaria. Escrevi pra você. Você me leu? Não quero resposta. Quero levantar e ir pra cama. A cabeça não obedece.
Acho que eu perdi o caminho. Se eu nunca mais encontrar, me entenda: as flores que cercam a estrada têm cor azul e cheiro quente. To por aí.
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