Você é forte e não sabe. Talvez até sabe. Mas na maior parte do tempo prefere acreditar no contrário. E sofre. Gosta de sofrer? Não sabe mais. Mas sabe que o sofrimento te dá mais força do que qualquer outra coisa. Só assim pra você sentar, olhar pro olho daquela paciente e ouvir ela pedir o atestado que ela - tanto - precisa. Miga, deus me livre de atestado. Ficar em casa me dá pavor ultimamente.
Mas ainda assim, oscilo entre vários pólos ao longo do meu dia. E sei, ainda, que sou forte.
Tem horas que choro. Choro verdadeiramente. Incontrolavelmente.
Tem horas que minha loucura, aquela do fundo do coração, me acorda: vai comprar um presente. Pede desculpa, fala que quer ser amigos. Teu coração é grande demais, sua puta.
Cê pega a pessoa que te destruiu e enrola ela nos seus braços e fala: tá tudo bem, bora ser melhores amigos porque você foi importante pra mim.
Você é ridícula, minha ridícula. Não tem ninguém no mundo que eu goste mais. Talvez minha mãe. Mãe é do caralho.
Minha mãe me xinga quando eu to chorando. É o jeito dela de me curar. E cura. Onde já se viu fazer isso com a vida, Mariana? Você sente demais, minha filha. Agora vai cuidar de você, vai lavar o cabelo, fazer as unhas.
Vou, mãe. Já to indo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário